domingo, 12 de julho de 2009

Acordar

Segui a minha imagem e entrei.

Foi nesse bosque de frescura verde, ondulante, onde riscos de luz atravessavam o ar perfumado que me deitei numa cama de folhas. Apertei a erva com as mãos, ouvi os pássaros, senti o odor da humidade. Esqueci o tempo intemporal.

As copas das árvores rendilhavam o céu azul, o infinito.

Nesta solidão acompanhada ouvi a terra calada a cantar-me uma canção.

Foi assim que acordei.

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Apaixonei-me pelo silêncio e a imensidão do deserto, olhei as estrelas e chorei sózinha, comigo mesma pela graça de estar viva.

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